sábado, 12 de agosto de 2017

Despedida de Salvador

É isso minha gente , nos despedimos de Salvador, e foi com muito carinho e amor. Sentimos mesmo nossos laços de amizade nos abraços apertados de despedida. Quase sentimos vontade de não ir.
http://g1.globo.com/bahia/noticia/cia-pe-na-terra-comemora-10-anos-de-arte-de-rua-e-se-despede-de-salvador.ghtml



Nessas horas que tomamos consciência do quanto amamos e somos amados. Foram marcantes os espetáculos mesmo em dias nublados e chuvosos, contando com a presença de nosso público, nossos amigos, nossos irmãos de coração.
Foi fabuloso nosso espetáculo em família. Há um tempo ensaiamos essa apresentação. Já fizemos números com nossas crianças, mas nunca um espetáculo inteiro de rua, com tudo sincronizado. Amadureceram na hora certa.

Essa é a verdadeira escola pra nossos filhos: nosso campo de convivência mediada pela palhaçaria. A partir disso naturalmente se sentem estimulados por sua própria autopoiese, pois afinal nós enquanto palhaços e pesquisadores dessa arte estamos sempre nos auto-criando, nos reinventando, nos reconhecendo, nos transmutando. 

A arte da palhaçaria é uma mudança de paradigma nas relações. É uma arte que nos deixa plenamente mais nós mesmos, focamos na presença, no nosso ser verdadeiro, sem máscaras. Nos conectamos com a nossa essência...

Nos despedimos de Salvador deixando esse legado, nossos amigos que compartilhavam conosco isso tudo.

Deixamos um movimento Pituaçu em Rede que honra nosso trabalho de 9 anos gerando arte e educação no Parque de Pituaçu, ocupando espaço público com arte de rua. 

Honramos também todos aqueles que levam a frente e que agora nesse momento estão se empenhando pra o Festival Alternativo Viva o Parque de Pituaçu a acontecer em Setembro.

Sarau-de-Itapuã_card_07-de-Agosto Nossa despedida da Casa da Música, do Parque do Abaeté (vide https://casadamusicabahia.wordpress.com/2017/08/02/palhacos-didi-siriguela-e-caxambo-participam-do-proximo-sarau-de-itapua/#more-3111)
, no Sarau de Itapuã que foi ocupado pela palhaçaria musicada. 
Também foi demais com queridíssimos parceiros: Biancorino, (Alê Casali), Cabelinho (Geovane Nascimento) Alexandre Varapau Carvalho, Trilili (Celo Costa) e Amadeu Alves então batizado como palhaço Diapazão.

Enfim a vida segue e vamos nos reencontrando em Floripa, em busca de expandir nossas possibilidades de vida, aprender com novos contextos, cativar novas convivências e levar a frente nossa pesquisa de palhaçaria e educação, fazendo ela crescer e disseminando nossas descobertas. 



quarta-feira, 12 de julho de 2017

10 anos de Cia Pé na Terra!!!

*Por Carla de Miranda e Igor Sant’Anna



É com muito prazer que anunciamos o 10° Aniversário da Cia Pé na Terra e ao mesmo tempo uma despedida. Nossa família estará se mudando para Floripa(!!!) no mês de Agosto, por isso nossas comemorações se antecipam para iniciar no mês de Julho esse ano. 

Desde 2007 iniciamos nosso trabalho de palhaçaria, quando nos conhecemos no Curso Avançado de Pesquisa na Técnica do Clown, de Alexandre Luís Casali.

Desde então, muitos parceiros passaram por nossa companhia, deixando suas contribuições para o que construímos e somos hoje. Agradecemos a Rosialine Roedel, Ricardo Borges, Thiago Enoque Sabiá, Nelson Aguiar, Zé Diego, Marcos Lopes, Alexandre Varapau Carvalho.

Tecemos a carreira nas ruas, praças e parques da cidade de Salvador marcando também presença em diversos eventos baianos como Grande HeinComTraço de Palhaço; Convenção Baiana de Malabarismo Circo e Arte de Rua; Caruru dos Sete Poetas(Cachoeira-BA); Festival Nacional de Teatro Infantil de Feira de Santana- BA; Festival Internacional Diamantino de Circo.

Desde 2008 começamos o que viria a se configurar uma residência artística no Parque de Pituaçú. São 9 anos de Parque de Pituaçú! Nesse tempo muita coisa aconteceu. Ali naquele território sagrado iniciamos a montagem de nossos principais espetáculos, concebemos e parimos o Movimento Abre-Rodas (MAR de Palhaços), recebemos o Rua das Artes Encontro de Circo, realizamos os Encontros de Circo e Desescolarização, produzimos espetáculos de artistas nacionais e internacionais como Cia da Sorte (Brasília) e Alvaro Henriquez (Chile). Tudo isso construindo em paralelo  um trabalho com a comunidade no entorno do parque, assumindo inclusive parcerias com organizações locais como a Escologia e a A+Comunidade.

Em 2015 se destaca o Pé de Circo no Parque, projeto aprovado pelo Edital Arte em Toda a Parte da Fundação Gregório de Matos em que realizamos ações de plantio e enraizamento do circo nos territórios do entorno de 4 parques (Pituaçú, Abaeté, Da Cidade e São Bartolomeu), oferecendo formação em Palhaço-Educador e espetáculos da Cia Pé na Terra e convidados (Nariz de Cogumelo, João Lima, Demian Reis, Alenk Nobre).

Esse plantio já gerou frutos. A partir dali se estabeleceu uma salutar parceria com a Casa da Música no Parque do Abaeté e desde então a inexorável presença dos palhaços-educadores nos eventos, contribuindo para as propostas de sustentabilidade da casa para o Parque do Abaeté.

Outro fruto importante é a parceria com a A+Comunidade, o que veio a coroar e dar ênfase à existência do conceito de Palhaço-Educador cultivado há tantos anos nas práticas da Cia Pé na Terra. Juntos idealizamos um projeto “Bairro-Escola : pela construção de um Projeto Político Pedagógico para o território do bairro de Pituaçú”.

Como consequência hoje, mas por mérito próprio da comunidade, esse projeto vem se realizando nos encontros do Pituaçú em Rede, um encontro de artistas e grupos culturais de Pituaçú para fins de realização do Festival Alternativo Pituaçú em Rede, a acontecer em setembro de 2017.

Na esteira desse movimento, comemoramos nosso aniversário, já oferecendo uma prévia do Festival Alternativo Pituaçú em Rede. Teremos espetáculos, workshop e bate-papo.

16/07 Espetáculo “Show de Fraldas”
Parque de Pituaçú / 16 horas / $ contribuições espontâneas no Chapéu $.

Vários amigos palhaças e palhaços de Salvador aparecem para tecer juntos um grande espetáculo varietê para o(a) palhacinho(a) que vai nascer, mais novo integrante da Família Pé na Terra. 

23/07  Espetáculo Neca de Pitibiriba 
Parque de Pituaçú / 16h / $ contribuições espontâneas no Chapéu $.

O espetáculo Sólo de rua do Palhaço Igor Sant’Anna Caxambó que c Neca de Pitibirba, expressão popular que significa "nada", "bulhufas", "nadica de nada". O espetáculo busca a pura arte do palhaço, com pretextos para interação com o público, que são puras bobagens, desde a tentativa de aprender a fazer malabares com três claves, até a promessa de fazer o salto clássico de palhaço "mortal, triplo escarpado, la escarpeta, alá Daiane dos Santos, com a língua saindo pelas orelhas". No meio do caminho intensas interações com o público, formação de torcidas, mobilização da participação das pessoas, diálogos e mensagens político-educativas. 
OBS: ANTES DO ESPETÁCULO , ÀS 15 HORAS TEREMOS UM BATE-PAPO COM iGOR SANT'ANNA CAXAMBÓ. TEMA: ARTE NA RUA, OCUPAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO E SUSTENTABILIDADE"


27/07 e 28/07 Workshop “O palhaço que habita em nós”
Casa Guió (Rio Vermelho) / 19h às 22h / $ 100,00$ 

Meu palhaço interior saúda o seu palhaço interior. Neste workshop voltado para qualquer pessoa interessada com ou sem experiência prévia, será proposto a investigação do ser palhaço como uma possibilidade de qualidade de vida. Todos nascemos palhaços, mas vamos perdendo qualidades na proporção dieta com que vamos perdendo a inocência infantil. Serão ensinadas técnicas que nos auxiliam a melhorar nossa maneira de nos relacionar socialmente, a vivermos mais presentes e mais bem humorados. 


30/07 Espetáculo Família Pé na Terra 
Parque de Pituaçú / 16h/ $ contribuições espontâneas no Chapéu $.

Didi Siriguela e Caxambó vão tentar apresentar seu mais antigo espetáculo na íntegra, mas suas duas crias não deixam mais o espetáculo ser como antigamente. Só há uma opção: incluir os pequenos na participação do espetáculo. 


terça-feira, 11 de julho de 2017

terça-feira, 23 de maio de 2017

Família Pé na Terra em ação, ou melhor em Algodão!!!

Início de Maio, Família Pé na Terra chegou em Algodões, Bahia, Península de Maraú.

Lugar lindo, paraíso natural , rios limpos desembocando em mar aberto. Praia deserta e pessoas
maravilhosas, generosas.

Essas pessoas que conhecemos estão envolvidas em mais uma experiência que pretende experimentar uma mudança na educação: a Escola Sempre Viva.

Um viva à Sempre Viva.

Foi lá que tivemos uma experiência que vem marcar a história da Cia Pé na Terra, ou melhor da Família Pé na Terra.

Juntos em família, realizamos uma oficina de palhaço simplesmente maravilhosa. Crianças encantadoras que se apropriam facilmente da arte do palhaço só confirma: todos nascemos palhaços, quando crescemos aprendemos a mentir.

Não é mentir de contar mentiras. Precisamos criar máscaras para nos defender das agruras da sociedade. Nos confundimos com nossas máscaras e corrompemos nosso corpo e nossa personalidade.

Em uma oficina de palhaço pra adultos precisamos desfazer essas máscaras, trabalhamos a exaustão, a

vivência do prazer de estar presente, técnicas para mantermos a presença ativamente.

Com as crianças em apenas três horas mostramos o que é a arte do palhaço, fizemos números clássicos e depois propomos pra eles montarem os números. E surpreendentemente eles montaram, ensaiamos e apresentamos uns para os outros.

Depois ficamos sabendo que eles apresentaram várias vezes para os pais em casa.eheheheheh. Lindos!

O interessante da experiência foi eu e Carla enquanto família, com nossos filhos, fazendo nossa profissão acontecer sem separação com a vida.

Foi uma vivência em família, de palhaço. Uma atividade de prazer em família. Um trabalho que realizamos em família, para o bem de todos nós, da nossa convivência. Com auxílio de nossos maiores e menores mestres de palhaçaria: Luan e Rosa, 7 e 2 anos respectivamente, os palhaços Grockninho e Burburinha..

Luan já conhece de cabo a rabo , desde pequeno nos assiste. Sentou e fez conosco um número clássico e depois se juntou a dois outros meninos e para criar um número novo, porque eles mesmos tiveram a idéia e se empenharam para criar.

Não sei porque esse lugar se chama Algodões, mas pra mim parece que estamos sobre nuvens de algodão, flutuando no paraíso. Mas o verdadeiro paraíso sempre está em nós, quando somos sinceros com nós mesmos e acessamos o prazer da simplicidade, de simplesmente sermos quem somos.

Mais uma experiência em nossa caminhada. Aprendizagem em família. todos nos auto-educando através da maravilhosa arte do palhaço.


sexta-feira, 14 de abril de 2017

A arte do palhaço e a educação na perspectiva da desescolarização

Não é uma questão de ser contra a escola ou de deixar de aceitar a sua necessidade, ou mesmo de contrapor outros tipos de educação não escolares à educação escolarizada.

Isso nos jogaria ao paradoxo de continuar na corrida. concorrencial, mas agora contra os princípios da concorrência.

Não se trata de usar a arte do palhaço como instrumento para
tentar melhorar a forma de ensinar. 

Trata-se de mudar o paradigma. De silenciar a mente por alguns instantes e recomeçar. 

Trata-se de plantar jardins e florescer para uma nova primavera na vida.  


Trata-se de conectarmos com o que há de mais puro, belo e ridículo que há em nós, para aí podermos enxergar que as crianças são nossos verdadeiros mestres e temos muito o que aprender com elas.


Em Salvador BA
Trata-se de criarmos outras possibilidades de vida a partir do agora, da realidade presente, nos recriarmos constantemente ao invés de cumprirmos os velhos papéis já pré-estabelecidos e deixarmos de definir nossa existência entre reproduzi-los ou negar sua reprodução. 

Assim, como que por continuidade, é uma questão de aprendermos a reinventar a sociedade dentro de práticas cotidianas, utilizando nossos velhos modelos como referenciais importantes que não podem ser negados, mas que também não devem servir ao pretexto da impotência para a mudança.


quarta-feira, 5 de abril de 2017

A Dor do Homem - na mostra SESC de Artes- Aldeia Olhos D'Água (Feira de Santana-BA)

Cia Pé na Terra apresenta um espetáculo que trata da sofrência humana. 
A dor que todo homem sofreu um dia. Ela é insuportável!!!
Nós sabemos, mas o que fazer? 
O espetáculo utiliza a linguagem do palhaço para tratar um tema adulto, delicado e recorrente.
Apresentamos na Mostra SESC de Artes Aldeia Olhos D'Água em Feira de Santana- BA.
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E mais uma vez o Cabaré Show de Calouros


fui convidado mais ma vez a participar do Cabaré Show de Calouros dentro da programação do encontro Trocando Saberes e Fazeres.


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Cabaré Show de Calouros é um espetáculo de variedades que dialoga o humor do palhaço com a estética dos shows de calouros famosos nos anos 80. Em uma celebração do erro e do ridículo, o Nariz de Cogumelo convida um elenco de artistas para mostrar o seu talento e assim arrancar risos da plateia.