terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

II° WORKSHOP Palhaçaria e Educação: a Arte da Desescolarização

Ao falar em desescolarização, é comum ver as pessoas sempre preocupadas como é que as pessoas desescolarizadas podem se dar bem no sistema atual , como podem ser reconhecidas pelas instituições sem ter diplomas, ou como adolescentes excluídos e/o evadidos de escolas públicas poderiam ser salvos pela sociedade sem contar com o apoio da escola e todo seu aporte institucional.
(texto continua abaixo do cartaz)


Quando isso acontece podemos ver qual o sentido real da cultura de escolarização na formatação e condicionamento  das emoções e pensamentos das pessoas. 

O foco de um processo de transmutação do paradigma escolarizado  é rapidamente  desprezado pelo medo do desconhecido, quando se busca garantias em todo aparato institucional como se fosse a única forma de viver

A base da escolarização está no nosso corpo, na desqualificação das nossas emoções, na desconexão entre nossos sentimentos, pensamentos e práticas.

Não conseguir imaginar a real possibilidade de mudança de paradigma é o indício de que sobrevivemos à nossa imaturidade emocional através do medo, controláveis como gado no curral.

Se desescolarizar significa praticar a mudança de paradigma almejada. Passar por transmutações  nas formas de sentir o mundo. Se descondicionar  dos ressentimentos e das expectativas presos no nosso corpo. Voltar a viver na presença e assim viver uma outra vida com outros referenciais.

Sermos nós mesmos, seres  autênticos em constante mudança. 
Sermos a mudança de nós mesmos. 
Sermos a nossa própria criação de nós...

Impressionante que quando falo em desescolarização e todos os seus questionamentos não consigo deixar de enxergar a associação com a arte do palhaço.


Criar o próprio palhaço pessoal é antes de tudo descobrir a si mesmo. Desmistificar a ideia social de nossa personalidade e aceitar com alegria quem somos de verdade. Descobrir a vida que há fora das crenças.

 É realmente viver a vida em nós,  ao invés de viver as crenças dos outros construídas sobre nós.

Uma nova vida pode ser construída a partir daí. Somos capazes de acionar potências esquecidas, guardadas nas lembranças da infância. E assim ultrapassar a perspectiva do sistema ou das alternativas que lhe servem, para criarmos uma outra vida.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017