quarta-feira, 12 de julho de 2017

10 anos de Cia Pé na Terra!!!

*Por Carla de Miranda e Igor Sant’Anna



É com muito prazer que anunciamos o 10° Aniversário da Cia Pé na Terra e ao mesmo tempo uma despedida. Nossa família estará se mudando para Floripa(!!!) no mês de Agosto, por isso nossas comemorações se antecipam para iniciar no mês de Julho esse ano. 

Desde 2007 iniciamos nosso trabalho de palhaçaria, quando nos conhecemos no Curso Avançado de Pesquisa na Técnica do Clown, de Alexandre Luís Casali.

Desde então, muitos parceiros passaram por nossa companhia, deixando suas contribuições para o que construímos e somos hoje. Agradecemos a Rosialine Roedel, Ricardo Borges, Thiago Enoque Sabiá, Nelson Aguiar, Zé Diego, Marcos Lopes, Alexandre Varapau Carvalho.

Tecemos a carreira nas ruas, praças e parques da cidade de Salvador marcando também presença em diversos eventos baianos como Grande HeinComTraço de Palhaço; Convenção Baiana de Malabarismo Circo e Arte de Rua; Caruru dos Sete Poetas(Cachoeira-BA); Festival Nacional de Teatro Infantil de Feira de Santana- BA; Festival Internacional Diamantino de Circo.

Desde 2008 começamos o que viria a se configurar uma residência artística no Parque de Pituaçú. São 9 anos de Parque de Pituaçú! Nesse tempo muita coisa aconteceu. Ali naquele território sagrado iniciamos a montagem de nossos principais espetáculos, concebemos e parimos o Movimento Abre-Rodas (MAR de Palhaços), recebemos o Rua das Artes Encontro de Circo, realizamos os Encontros de Circo e Desescolarização, produzimos espetáculos de artistas nacionais e internacionais como Cia da Sorte (Brasília) e Alvaro Henriquez (Chile). Tudo isso construindo em paralelo  um trabalho com a comunidade no entorno do parque, assumindo inclusive parcerias com organizações locais como a Escologia e a A+Comunidade.

Em 2015 se destaca o Pé de Circo no Parque, projeto aprovado pelo Edital Arte em Toda a Parte da Fundação Gregório de Matos em que realizamos ações de plantio e enraizamento do circo nos territórios do entorno de 4 parques (Pituaçú, Abaeté, Da Cidade e São Bartolomeu), oferecendo formação em Palhaço-Educador e espetáculos da Cia Pé na Terra e convidados (Nariz de Cogumelo, João Lima, Demian Reis, Alenk Nobre).

Esse plantio já gerou frutos. A partir dali se estabeleceu uma salutar parceria com a Casa da Música no Parque do Abaeté e desde então a inexorável presença dos palhaços-educadores nos eventos, contribuindo para as propostas de sustentabilidade da casa para o Parque do Abaeté.

Outro fruto importante é a parceria com a A+Comunidade, o que veio a coroar e dar ênfase à existência do conceito de Palhaço-Educador cultivado há tantos anos nas práticas da Cia Pé na Terra. Juntos idealizamos um projeto “Bairro-Escola : pela construção de um Projeto Político Pedagógico para o território do bairro de Pituaçú”.

Como consequência hoje, mas por mérito próprio da comunidade, esse projeto vem se realizando nos encontros do Pituaçú em Rede, um encontro de artistas e grupos culturais de Pituaçú para fins de realização do Festival Alternativo Pituaçú em Rede, a acontecer em setembro de 2017.

Na esteira desse movimento, comemoramos nosso aniversário, já oferecendo uma prévia do Festival Alternativo Pituaçú em Rede. Teremos espetáculos, workshop e bate-papo.

16/07 Espetáculo “Show de Fraldas”
Parque de Pituaçú / 16 horas / $ contribuições espontâneas no Chapéu $.

Vários amigos palhaças e palhaços de Salvador aparecem para tecer juntos um grande espetáculo varietê para o(a) palhacinho(a) que vai nascer, mais novo integrante da Família Pé na Terra. 

23/07  Espetáculo Neca de Pitibiriba 
Parque de Pituaçú / 16h / $ contribuições espontâneas no Chapéu $.

O espetáculo Sólo de rua do Palhaço Igor Sant’Anna Caxambó que c Neca de Pitibirba, expressão popular que significa "nada", "bulhufas", "nadica de nada". O espetáculo busca a pura arte do palhaço, com pretextos para interação com o público, que são puras bobagens, desde a tentativa de aprender a fazer malabares com três claves, até a promessa de fazer o salto clássico de palhaço "mortal, triplo escarpado, la escarpeta, alá Daiane dos Santos, com a língua saindo pelas orelhas". No meio do caminho intensas interações com o público, formação de torcidas, mobilização da participação das pessoas, diálogos e mensagens político-educativas. 
OBS: ANTES DO ESPETÁCULO , ÀS 15 HORAS TEREMOS UM BATE-PAPO COM iGOR SANT'ANNA CAXAMBÓ. TEMA: ARTE NA RUA, OCUPAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO E SUSTENTABILIDADE"


27/07 e 28/07 Workshop “O palhaço que habita em nós”
Casa Guió (Rio Vermelho) / 19h às 22h / $ 100,00$ 

Meu palhaço interior saúda o seu palhaço interior. Neste workshop voltado para qualquer pessoa interessada com ou sem experiência prévia, será proposto a investigação do ser palhaço como uma possibilidade de qualidade de vida. Todos nascemos palhaços, mas vamos perdendo qualidades na proporção dieta com que vamos perdendo a inocência infantil. Serão ensinadas técnicas que nos auxiliam a melhorar nossa maneira de nos relacionar socialmente, a vivermos mais presentes e mais bem humorados. 


30/07 Espetáculo Família Pé na Terra 
Parque de Pituaçú / 16h/ $ contribuições espontâneas no Chapéu $.

Didi Siriguela e Caxambó vão tentar apresentar seu mais antigo espetáculo na íntegra, mas suas duas crias não deixam mais o espetáculo ser como antigamente. Só há uma opção: incluir os pequenos na participação do espetáculo. 


terça-feira, 11 de julho de 2017

terça-feira, 23 de maio de 2017

Família Pé na Terra em ação, ou melhor em Algodão!!!

Início de Maio, Família Pé na Terra chegou em Algodões, Bahia, Península de Maraú.

Lugar lindo, paraíso natural , rios limpos desembocando em mar aberto. Praia deserta e pessoas
maravilhosas, generosas.

Essas pessoas que conhecemos estão envolvidas em mais uma experiência que pretende experimentar uma mudança na educação: a Escola Sempre Viva.

Um viva à Sempre Viva.

Foi lá que tivemos uma experiência que vem marcar a história da Cia Pé na Terra, ou melhor da Família Pé na Terra.

Juntos em família, realizamos uma oficina de palhaço simplesmente maravilhosa. Crianças encantadoras que se apropriam facilmente da arte do palhaço só confirma: todos nascemos palhaços, quando crescemos aprendemos a mentir.

Não é mentir de contar mentiras. Precisamos criar máscaras para nos defender das agruras da sociedade. Nos confundimos com nossas máscaras e corrompemos nosso corpo e nossa personalidade.

Em uma oficina de palhaço pra adultos precisamos desfazer essas máscaras, trabalhamos a exaustão, a

vivência do prazer de estar presente, técnicas para mantermos a presença ativamente.

Com as crianças em apenas três horas mostramos o que é a arte do palhaço, fizemos números clássicos e depois propomos pra eles montarem os números. E surpreendentemente eles montaram, ensaiamos e apresentamos uns para os outros.

Depois ficamos sabendo que eles apresentaram várias vezes para os pais em casa.eheheheheh. Lindos!

O interessante da experiência foi eu e Carla enquanto família, com nossos filhos, fazendo nossa profissão acontecer sem separação com a vida.

Foi uma vivência em família, de palhaço. Uma atividade de prazer em família. Um trabalho que realizamos em família, para o bem de todos nós, da nossa convivência. Com auxílio de nossos maiores e menores mestres de palhaçaria: Luan e Rosa, 7 e 2 anos respectivamente, os palhaços Grockninho e Burburinha..

Luan já conhece de cabo a rabo , desde pequeno nos assiste. Sentou e fez conosco um número clássico e depois se juntou a dois outros meninos e para criar um número novo, porque eles mesmos tiveram a idéia e se empenharam para criar.

Não sei porque esse lugar se chama Algodões, mas pra mim parece que estamos sobre nuvens de algodão, flutuando no paraíso. Mas o verdadeiro paraíso sempre está em nós, quando somos sinceros com nós mesmos e acessamos o prazer da simplicidade, de simplesmente sermos quem somos.

Mais uma experiência em nossa caminhada. Aprendizagem em família. todos nos auto-educando através da maravilhosa arte do palhaço.


sexta-feira, 14 de abril de 2017

A arte do palhaço e a educação na perspectiva da desescolarização

Não é uma questão de ser contra a escola ou de deixar de aceitar a sua necessidade, ou mesmo de contrapor outros tipos de educação não escolares à educação escolarizada.

Isso nos jogaria ao paradoxo de continuar na corrida. concorrencial, mas agora contra os princípios da concorrência.

Não se trata de usar a arte do palhaço como instrumento para
tentar melhorar a forma de ensinar. 

Trata-se de mudar o paradigma. De silenciar a mente por alguns instantes e recomeçar. 

Trata-se de plantar jardins e florescer para uma nova primavera na vida.  


Trata-se de conectarmos com o que há de mais puro, belo e ridículo que há em nós, para aí podermos enxergar que as crianças são nossos verdadeiros mestres e temos muito o que aprender com elas.


Em Salvador BA
Trata-se de criarmos outras possibilidades de vida a partir do agora, da realidade presente, nos recriarmos constantemente ao invés de cumprirmos os velhos papéis já pré-estabelecidos e deixarmos de definir nossa existência entre reproduzi-los ou negar sua reprodução. 

Assim, como que por continuidade, é uma questão de aprendermos a reinventar a sociedade dentro de práticas cotidianas, utilizando nossos velhos modelos como referenciais importantes que não podem ser negados, mas que também não devem servir ao pretexto da impotência para a mudança.


quarta-feira, 5 de abril de 2017

A Dor do Homem - na mostra SESC de Artes- Aldeia Olhos D'Água (Feira de Santana-BA)

Cia Pé na Terra apresenta um espetáculo que trata da sofrência humana. 
A dor que todo homem sofreu um dia. Ela é insuportável!!!
Nós sabemos, mas o que fazer? 
O espetáculo utiliza a linguagem do palhaço para tratar um tema adulto, delicado e recorrente.
Apresentamos na Mostra SESC de Artes Aldeia Olhos D'Água em Feira de Santana- BA.
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E mais uma vez o Cabaré Show de Calouros


fui convidado mais ma vez a participar do Cabaré Show de Calouros dentro da programação do encontro Trocando Saberes e Fazeres.


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Cabaré Show de Calouros é um espetáculo de variedades que dialoga o humor do palhaço com a estética dos shows de calouros famosos nos anos 80. Em uma celebração do erro e do ridículo, o Nariz de Cogumelo convida um elenco de artistas para mostrar o seu talento e assim arrancar risos da plateia.

IV Festival Internacional Diamantino de Circo

* Por Igor Sant'Anna Caxambó
Participar do IV Festival Internacional Diamantino de Circo pra mim foi uma honra. Mais do que isso, me senti como se estivesse fazendo parte da escrita de uma nova história. Houve algo de peculiar, muito peculiar neste festival que aconteceu entre os dias 10 e 19 de fevereiro de 2017 no Vale do Capão, distrito de Caeté-Açu, em Palmeiras-BA, e envolveu também outras localidades da Chapada Diamantina.

Foi um festival organizado pela Família de Artistas e Amigos da Arte do Vale do Capão em parceria com o Circo do Capão. Logo de início sentimos a força de algo que acompanha desde as mais antigas referências da história do circo: a força da família!!!


Eu pude juntamente com a Cia Pé na Terra vivenciar na prática e comprovar a veracidade da proposta do Festival inscrito na sua página (http://www.festino.info/historia-do-fesival). 

Foi fabuloso participar desse evento e poder somar a toda essa proposta. Sempre foi princípio da Cia Pé na Terra a arte engajada. Mas não fazemos arte engajada na contestação, ou antagonização de qualquer sistema que não dá certo. Estamos engajados em criar novas realidades. Amadurecermos enquanto seres humanos. Gerar liberdade interior na nossa caminhada. Deixar que a arte cumpra sua função de cura!!!

O IV Festino se destaca logo de início se propondo ao respeito com a realidade local da comunidade, do ambiente. Respeito às crianças ao criar espaços livres de drogas e álcool durante o evento.

A prática de bate-papo sobre temas foi também marca. Participei do bate-papo com o tema "Arte Cura" que contou com a presença de Dr. Áureo Augusto que trouxe um debate incrível sobre a amplitude das possibilidades humanas de cura e a importância da arte nisso tudo.

Foi muito inspirador pra minha proposta que foi num dia posterior, com o tema "O Palhaço-educador: a arte da desescolarização" com debates inspiradores e pessoas maravilhosas.

Além de bate-papo foi muito emocionante apresentar espetáculo Tcharacuthara no festival, um pouco antes do Menzo (Arg) e também oferecer uma oficina cujo cenário foi a lona do circo. 

O festival nos proporcionou um lindo encontro com diversos artistas do mundo. Tinha de Latino-Americano até Europeus de diversos países, apresentando diversas técnicas circenses. Foram espetáculos incríveis, profissionais de responsabilidade. A nossa geração do circo agradece.
Além de Espetáculos de rua, espetáculos no circo. O Cortejo pelo Vale do Capão foi incrível. Miríades de artistas, performances à paisagem dos morros que circundam e abrigam o Vale do Capão.
Esse festival abre um marco diferencial nos encontros, que é o respeito à convivência com os nativos e a prioridade à família, dando exemplo a muitos eventos que venham a ocorrer no Vale do Capão e no mundo.

Saudações
que venham mais
Vida longa ao FESTINO!!!