quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

9° Caruru dos 7 Poetas - Cidade de Cachoeira (BA) 28.09.2013

Codunando com antigas parcerias, nossos amigos da Casa de Barro, mais um Caruru dos 7 poetas pra ficar na memória, desssa vez em 28 de setembro de 2013. Sem palavras trago texto e fotos  abaixo extraído de 9a edição Caruru 7 Poetas Cacheira Facebook

Num dia mágico com muita poesia a 9º Edição do Caruru dos 7 Poetas bateu recorde de público em Cachoeira. 

Quem compareceu ao evento pode se encantar com várias apresentações musicais, teatrais, poesia ouvida e o gostinho delicioso do Caruru. 

Participantes foram: grupo de teatro Rouxinol, Brincadeiras Poéticas, “Um passarinho me contou… histórias para ouvir, cantar e encantar” do Teatro Griô, presença dos palhaços da Cia Pé Na Terra, Arautos da Tertúlia, grupo Importuno Poético, a presença dos Os sete poetas que abrilhantaram a noite Elisa Lucinda (ES), Cléa Barbosa (BA), Shirley Campbell Barr (Costa Rica), Clarissa Macedo (BA), Kátia Borges (BA), Giselli Oliveira (BA), Valdeck Almeida de Jesus (BA), apresentação de Poesia Corporal e no encerramento dessa noite mágica ouvimos o grupo musical Gêge Nagô. Sob apresentação dos artistas Tiago Oliveira e Marcos Peralta. Viva São Cosme e Damião! Em 28 de Setembro de 2013. (fotos: Caroline Moraes e Ary Teixeira)


O Caruru é uma iniciativa da Casa de Barro – Cultura, Arte, Educação.















segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Palhaço não é pra criança: é pra ser humano!!!


*Por Igor Sant'Anna Caxambó

Quando chega mÊs de outubro pra palhaço é igual a mês de junho pra sanfoneiro. Na nossa sociedade brasileira aprendemos a associar a criança ao palhaço. Quando se fala em palhaço vem logo aquela idéia de que é pras crianças. 


Engraçado é que constantemente, quando estou formando minha roda na rua pra apresentar espetáculo, vejo adultos se escudando nos filhos e falando : "olha ali filho, o palhaço", quando na realidade quem mais quer ver o palhaço é o próprio pai. Tudo bem, nada de errado nisso. Mas não poderia deixar passar sem fazer uma reflexão fundamental.


Minha reflexão veio no dia Cosmo e Damião. Pra quem não sabe são dois santos, irmãos, crianças que curavam pessoas. É uma tradição aqui na Bahia nessa época do dia 27 de setembro haver um caruru oferecido a 7 crianças. Também é comum se distribuir doces cheios de açúcar branco, paradoxalmente associado a uma data, digamos, de cura, de saúde. 


Desde pequeno sempre decidimos aqui em casa nunca oferecer e até evitar que nosso filho comesse açúcar branco desde cedo (Se mais tarde ele quiser o problema é dele, mas isso são outros 500) e um dia nessa caminhada preocupada pela saúde, percebi o porquê das pessoas adultas fazerem tanta questão de dar doces pras crianças, com a maior satisfação e boa intenção de fazê-las felizes com isso.

Com a infância roubada pela escolarização que castra a corporeidade e o respectivo prazer de estar presente, os adultos vivem a vida do sistema e por isso viciam-se tão facilmente em prazeres anestesiantes como comer açúcar, beber álcool, consumir drogas, se distrair com TV...é claro que são casos e casos, situações e situações, umas mais profundas e outras menos...

Acontece que a criança vive no momento presente, no prazer pleno, absoluto da inocência. Cheias de energia por natureza, não precisam de nenhum prazer excedente. A alegria delas é inerente e a idéia de que ficam felizes porque ganharam presentes ou doces é pura projeção das expectativas frustradas dos adultos.

O mesmo acontece com palhaço. Na realidade, costumo dizer que quem menos precisa de palhaço são as crianças. Nós palhaços é que precisamos do estado de consciência delas para nos inspirar. 

O trabalho que fazemos é primeiramente para nós, para resgatarmos aquela criança interior nossa que ficou um pouco esquecida lá dentro, lá no fundo. Quando conseguimos resgatar naturalmente isso fará um bem a outros adultos e nossa arte é de chegar a expor nosso ridículo inocentemente, liberando emoções nos "altinhos".

Quando encontramos crianças, naturalmente elas identificam em nós palhaços nosso estado de inocência, de potência e isso gera conexão. Mas fundamentalmente quem deixa de estar presente, assumir a mente calculativa, viver o ritmo das máquinas, do capital, da revolução industrial, da produtividade econômica, do medo de um futuro que nunca chega e da seriedade crônica são os adultos que foram traídos e oprimidos, dobrados, rotulados, desconectados de si quando ainda eram crianças. 

Na realidade os adultos foram DESUMANIZADOS, no sentido em que nossa educação nos remete a nos tornarmos máquinas, produtivas, que se encaixem dentro de uma lógica sistemática e hegemônica. 

O resultado é que através da produção de neuroses em massa fomos transfigurados em uma espécie de monstros parte HUMANO, parte COURAÇA, e as crianças ainda não. Talvez nesse sentido o palhaço seja pra criança, mas para todas as crianças, aquelas que estão em nós, dentro de cada de um nós. Aquela porção de nós que ainda é totalmente humana, que precisa ser reascendida, resgatada. Aquela porção em nós que ainda tem potencial para ser feliz.

Mas para ser feliz não precisamos voltar a ser crianças, isso seria impossível. Precisamos apenas reconhecer que parte em nós é integralmente humana.

APROVEITO POIS PARA DIVULGAR UMA PORTA DE EXPERIMENTAÇÃO PARA ISSO, PARA NÓS ADULTOS. O primeiro curso de palhaço de formação do MAR de Palhaços em que eu juntamente com meu amigo Alvarito, estaremos realizando nesse próximo mês de novembro. maiores informações visite o blog do mar www.mardepalhacos.blogspot.com


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

PéDe Circo - o mais importante são as pessoas

*texto por Caxambó
fotos by Arjuna Iúa

Essa semana que passou tivemos a oportunidade de receber um artista que está viajando de São Paulo para o Nordeste do Brasil de bicicleta. 

Prontamente , em contato nas redes sociais, através de outros amigos, do MAR de Palhaços, movimento que a Cia Pé na Terra faz parte, pudemos oferecer estadia. 


 O processo de trocas foi incrível. Rafael Trevo, o palhaço Trevolino (http://vimeo.com/68211876)compôs a programação no Parque de Pituaçu do nosso projeto PéDe Circo no Parque. 

Com essa vinda dele ficou muito clara a razão de ser da arte em nossas vidas. Aquelas reflexões que a gente tem quando nosso cotidiano sai da inércia sabe?


Sempre tivemos uma relação com a arte que vai além do espetáculo. Mas de que espetáculo estamos falando? Do espetáculo que o capitalismo criou para a vida da sociedade de consumo. Daquele espetáculo em que tudo se encontra pronto para ser consumido e que gera uma cultura em que o consumidor só é ativo no ato de consumir, e se prostra diante dos produtos da sociedade industrializada. 


A sociedade do espetáculo evoluiu de tal maneira , com apoio da TV que hj é o máximo de passividade humana chega no pensar. Não pensamos, não criamos. 



A criatividade não é bem vinda na sociedade do espetáculo. O resultado é que vivemos uma vida vazia, cheia de aparência espetacular, mas sem essência real que corresponda.


A Cia pé na Terra sempre foi um projeto de vivenciar o palhaço no cotidiano, por isso fizemos o PéDe Circo no Parque. 



A ação de enraizamento do artista de rua no espaço público passou a fazer sentido quando passamos a viver o cotidiano do território que atuamos e passamos a gerar outras interações como personalidades locais.


Com a passagem de Trevolino por aqui pudemos avistar outra maneira de vivenciar uma contra-sociedade do espetáculo. O cara vem viajando de bike, seguindo o pulsar de seu coração. Fazendo arte de rua e conectando com as pessoas.


Logo pude perceber a complementariedade do processo entre nós. Sedentários e nômades podem juntos construir outra sociedade. 

A terra é sedentária, a pedra é sedentária. A água de uma lagoa é sedentária...

O vento é nômade, a água de um rio ou cachoeira é nômade...

Compomos juntos um mesmo projeto, ele passando de bike, parando aqui, trocando com a gente. Nós fomos ponto de apoio e isso nos deu prazer porque o nômade traz algo em sua experiência que é intangível. 

Um universo de possibilidades se formou no encontro e descobrimos que esse é o sentido do PéDe Circo no Parque, e a consciência veio quando conversávamos descontraidamente, trocando idéias sobre a função, sobre o projeto PéDe Circo, sobre o MAR de Palhaços, sobre a viagem, a arte de rua, o palhaço e a rua...

E Trevo disse assim "venho percebendo que o mais importante são as pessoas e não os lugares!" e tudo fez sentido para nós. Esse é o sentido. 

na sociedade do espetáculo as pessoas são a coisa menos importante. O mais importante é o produto, o resultado, a imagem, a aparência.

Com a arte, sendo aqueles que enraizam, ou aqueles que viajam por aí, estamos criando conexões, estamos focando e atuando para pessoas. E esse é o sentido da coisa.

O importante são as pessoas!!!

sábado, 14 de setembro de 2013

Espetáculo "Segura Mamãe" (SP) - Projeto PéDe Circo no Parque


VIAJANDO DE BICICLETA DESDE 31 D DEZEMBRO DE 2012, PARTIU DE SÃO PAULO, PASSANDO POR MINAS, GOIÁS, DISTRITO FEDERAL, AGORA ESTÁ NA BAHIA, EM SALVADOR, E VAI CONTRIBUIR COM SUA GRAÇA PARA O PROJETO PéDe Circo no Parque de Pituaçu. 
Vamos usufruir e colaborar para incentivar que iniciativa como essas, quem viaja e quem enraiza a arte de rua.

domingo, 1 de setembro de 2013

6 anos de Cia Pé na Terra - e as comemorações continuam!!!

COM MUITO PRAZER , DIVULGAMOS QUE O ANIVERSÁRIO DA CIA PE NA TERRA CONTINUA. DEPOIS DE APRESENTARMOS HOJE "DIDI SIRIGUELA E CAXAMBÓ EM O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA" VAMOS OFERECER MAIS UM ESPETÁCULO DA CIA, DENTRO DA PROGRAMAÇÃO DO RUA DAS ARTES ENCONTRO DE CIRCO. CONFIRAM NO CARTAZ ABAIXO.


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

6 anos de existência alegrando-se em corações


ANUNCIAMOS, COM TODO O PRAZER MAIS UMA COMEMORAÇÃO DA CIA PÉ NA TERRA. 6 ANOS DE EXISTÊNCIA, COM PROGRAMAÇÃO PARA DOMINGO 1°DE SETEMBRO DE 2013:APRESENTAÇÃO DO ESPETÁCULO QUE FUNDOU A CIA: "Didi Siriguela e Caxambó em O Maior Espetáculo da Terra"


*texto Por Igor Sant'Anna Caxambó
Muitas vezes somos parabenizados pelas pessoas por sermos responsáveis em levar alegria para o coração das pessoas. Isso é muito comum, chega até ser um clichê essa idéia de que a missão do palhaço é alegrar o coração das pessoas. 

Por incrível que pareça, para nós do lado de cá, isso soa estranho. Não sabia o porquê até então, mas esses dias ao divulgar o aniversário de 6 anos da Cia Pé na Terra, e recebendo tantos parabéns,  andei refletindo porque soa estranho e também me quiestionando: 

Em primeiro lugar nossa busca é em emocionar as pessoas. Até então alegrar parece algo assim um pouco superficial. Muitas vezes experimentamos isso em nossas rodas, de levar a todos a gargalhar de perder o fôlego, e esse é o máximo que nos dá prazer, ver e sentir as gargalhadas do público. Ao que parece, apesar de ser riso, soar mais profundo do que alegrar. Mas no fundo isso não seria alegrar também?

Em segundo lugar, a intenção de alegrar as pessoas parece ser altruístico de mais. Em nosso treinamento de palhaços, nossa busca é na realidade em acessar o nosso prazer, com o crescimento dele, por incidente (olha que coisa paspalha), acabamos por alegrar as pessoas. Então é como assumirmos nosso verdadeiro egoísmo humano de que buscamos ali alegrar-nos simplesmente, alegrar nossos próprios corações e aí então o riso dos outros nos alimenta com sua energia. Mas no final das contas não estaríamos assim nos disponibilizando para alegrar os outros de qualquer maneira?

Para concluir então poderíamos dizer que na realidade então nós alegramos a nós mesmos no coração das pessoas, através deles e que cada pessoa se alegra usando a gente também, porque afinal sabemos que quando não somos aceitos em um lugar, quando uma pessoa não gosta de palhaço, não adianta, ao contrário de alegrar, se insistimos, ela vai mesmo é se irritar.

Alegrar-se é responsabilidade de cada um. Eu não posso alegrar, ou entristecer a outra pessoa. O que posso é me disponibilizar para que ela me use para alegrar-se. Por outro lado, da mesma maneira que as pessoas nos parabenizam pela missão, nós agora, depois dessas reflexões, vamos agradecer a todos que compõem nosso púbico e que nos permitem usá-los para alegrar-nos. A vida é assim: cada um responsável pelo que sente e nós comemorando 6 anos de existência alegrando-nos em corações.

abaixo Cia Pé na Terra na Agenda Cultural da Fundação Cultural do Estado da Bahia

  

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Projeto Circolando e Circuito Cultural Belgo Bekaert


Neste mês a Cia Pé na Terra participa no Circuito Cultural Belgo Bekaert em Feira de Santana. (http://www.circuitoculturalbelgobekaert.com/)


 e no Projeto Circolando