quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Oficina Palhaçaria Popular Brasileira 13.11.2011

PALHAÇARIA POPULAR BRASILEIRA
MOVIMENTO ABRE-RODAS
FORMANDO PESSOAS
FORMANDO PALHAÇOS
PALHAÇOS EDUCADORES SOCIAIS
 QUANDO UM PALHAÇO SE ENRAIZA NUM ESPAÇO PÚBLICO, ESTE SE TORNA UM PATRIMÔNIO CULTURAL LOCAL
CIA PÉ NA TERRA ENRAIZANDO PALHAÇO NO PARQUE DE PITUAÇU, DESDE 2008.
CRIANDO CULTURA DE PALHAÇO DE RUA, POPULAR, NO ESPAÇO PÚBLICO.

 CRIANÇAS QUE OUTRORA ASSISTIAM, HOJE APRENDEM A PRATICAR A ARTE DO PALHAÇO, ASSISTINDO UM PALHAÇO MAIS VELHO E PARTICIPANDO DE EXERCÍCIOS DADOS NA HORA QUE VIRAM ESPETÁCULO COM DIREÇÃO EM TEMPO REAL.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

1º dia da Oficina Palhaçaria Popular Brasileira

A Oficina "Palhaçaria Popular Brasileira" está sendo oferecida gratuitamente a artistas e interessados, todos os domingos no Parque de Pituaçu.

Segue os princípios de uma arte popular e integra as ações do Movimento Abre-Rodas (http://www.movimentoabrerodas.blogspot.com/).

Neste domingo passado o primeiro dia da oficina foi um sucesso: "o objetivo desta oficina é pesquisar maneiras de se construir o palhaço juntamente com o público.O palhaço popular brasileiro nasce na rua, no espaço público, junto com os anseios do povo, mas também no intuito de despertar o povo para a vida."Falou o palhaço Caxambó, Ministrante da Oficina, integrante da Cia. Pé na Terra e um dos coordenadores do Movimento Abre-Rodas juntamente com Thiago Enoque Sabiá (http://obscenica.blogspot.com/).
 
Através da experimentação prática e de rodas de diálogos o processo formativo vai se dando. As respostas do público são a primeira orientação. Nesse domingo aconteceu muito isso. O público intervia e quando alguém não satisfazia no decorrer do exercício passado pelo palhaço ministrante da oficina, o  público opinava, tudo fazia parte do espetáculo. Muito interessante experiência.




A mímese, a imitação sempre foi a base do aprendizado do circo tradicional. Hoje o movimento pela busca do fazer tradicional não poderá nunca substituir os méritos dos nossos circos brasileiros, mas muito pelo contrário, vem afirmar essas práticas através do ponto de partida das práticas do circo contemporâneo.

Aqueles que se interessarem, é só aparecer, aos domingos 9:30h no Parque de Pituaçu.
A oficina é gratuita e aqueles que quiserem contribuir podem fazer voluntariamente, quando o palhaço Caxambó passa o chapéu. Aliás, passar o chapéu é como uma segunda oficina dentro da oficina de palhaçaria. A arte de passar o chapéu é acoplada à prática de rua mas é como se fosse uma outra arte independente.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

CURSO " O PALHAÇO O QUE É?" INSCRIÇÕES PRORROGADAS!!!

ATENÇÃO, INSCRIÇÕES PRORROGADAS PARA O CURSO "O PALHAÇO O QUE É?" COM O PALHAÇO CAXAMBÓ (IGOR SANT'ANNA). ESTÁ INTERSSADO? CORRA!!!ÚLTIMAS VAGAS!!!
INSCRIÇÕES PELO TELEFONE: 8801-7928 OU 8764-8332

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Cia.Pé na Terra em Reportagem televisiva

Depois de 3 anos suando no parque para criar cultura de arte de rua, eis que a Cia Pé na Terra foi presenteada pelo universo com esta reportagem televisiva. Aparecem somente Didi Siriguela (Carla de Miranda) e Caxambó (Igor Sant'Anna), mas nesse dia porém foi apresentação do Espetáculo de trio Tcharacutchara, onde estava também Zedispeto (Zé Diego), que não foi enquadrado na telinha.

Confiram abaixo reportagem gravada no domingo de 28 de agosto:
Demos entrevista a partir de 1:48 do vídeo.
Antes, grandes amigos nossos, poetas Tiago e seu filho Iago que fizeram intervenção com Peralta. 



http://www.itapoanonline.com/portal/tv/bahianoar/video.aspx?id=138346

sábado, 27 de agosto de 2011

CURSO "O PALHAÇO O QUE É?"

Acesse a proposta do curso no link acima, o primeiro do blog, abaixo da logomarca da Cia. Pé na Terra.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

o Maior Espetáculo da Terra - próximo domingo

Espetáculo concebido em 3 anos de pesquisa na rua com apresentação de números clássicos de palhaço e improvisações. Um espetáculo vivo cheio de surpresas, que mexe profundamente com as energias e toca nos corações!!! Ideal para toda a família curtir juntos, para todas as idades (crianças de 1 a 100 anos). 
A dupla Didi Siriguela e Caxambó desenvolve este espetáculo com uma incrível habilidade de interação humana e presença cênica.
Este é o espetáculo que fundou a Cia. Pé na Terra, construído na rua, sem ensaios, com interações vivas, a dupla escolhe quais dentre os diversos números clássicos na hora, sem combinar nada!!! O resultado é um espetáculo realmente surpreendente.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

REPORTAGEM NA TRIBUNA SOBRE AÇÃO ARTÍSTICA DE CAXAMBÓ

Cidade
Artistas de rua tiram sustento dos ônibus
Publicada: 13/08/2011 06:08| Atualizada: 13/08/2011 06:02
Carlos Vianna Junior

O ônibus como teatro móvel, passageiros como plateia; motoristas como diretores, deslocando a cena ao toque de um freio. O artista se prepara no ponto de ônibus, seu camarim. As portas, como cortinas, se abrem e, inesperadamente, o artista aparece em frente ao público atônito, perdido em seus pensamentos, em seus problemas. “Acorda, meu povo”, diz, em voz alta, o artista.


O ônibus todo, então, entra em outra viagem. Dele, com um pouco de sorte, o artista sai com uns trocados a mais, e os passageiros, com uma emoção que só a arte é capaz de oferecer. O ônibus é mais que um meio de transporte, é também um meio de arte, um meio de vida.


“Me desliguei dos meus problemas por alguns minutos”, relata a promotora de vendas Leila Cristina Cardoso, depois de assistir a apresentação de Zé da Mala. “Acho que eles fazem um trabalho importante, a vida é difícil e encontrar algo que nos distraia e ainda fale coisas boas, ajuda”, acrescenta. Zé da Mala sai do ônibus sob os aplausos dos passageiros e com sete reais a mais, mas não é só isso que ele carrega consigo da experiência.


“Acho que o artista tem a obrigação de acender uma luzinha para o público, e quando a gente sente que isso aconteceu, é uma grande satisfação!”, salienta.


Após seis horas de trabalho, depois de acumular R$ 90 de um dinheiro suado, Zé da Mala pega mais um ônibus. Este, no entanto, o leva para casa, em Vila de Abrantes. No caminho, ele volta a ser Gabriel Bandarra, 23 anos, casado e pai de um filho.


Depois de três anos tirando sustento do que lhe dão os passageiros, Gabriel já não se apresenta com tanta frequência nos ônibus. O reconhecimento adquirido lhe abriu outras portas. “Faço ônibus esporadicamente, agora, e não só pelo dinheiro, é a melhor escola que já tive.


O ônibus me deu tudo que tenho”, reconhece o artista que, recitando textos de grandes autores brasileiros, agora se apresenta mais para empresas e participa de abertura de eventos, o que o levou a dividir palco com artistas como os cantores Margareth Menezes e Chico César.


Se Zé da Mala não será mais facilmente visto nos ônibus de Salvador, há tantos outros que são atrações constantes para os passageiros. É o caso do palhaço Caxambó, personagem dos ônibus desde 2007. “Pretendo usá-lo eternamente como palco”, afirma. Há outros, como o Palhaço Sabiá, que começou há pouco tempo, mas já se mostra envolvido pelo trabalho. “Comecei no início deste ano, mas não penso em parar”, declarou.


Assim é o mundo das artes cênicas nos ônibus: rotativo. Um artista sai, outro entra. Não há números oficiais, mas, segundo os próprios artistas, a estimativa é que existe um pouco mais de uma dezena deles trabalhando em Salvador. Suas linhas de ônibus preferidas circulam entre o Campo Grande e a orla. “O fluxo de desce e sobe nessas linhas é menor”, explica o Palhaço Sabiá, nome artístico de Tiago Enoque, de 29 anos.


Nem tudo são aplausos


Tirando o nariz de bolinha vermelho, a maquiagem e o figurino, o palhaço Caxambó se transforma em Igor Sant’Anna, um pai de família, de 31 anos. Trabalha em ônibus desde 2007, onde chega a ganhar cerca de R$ 100 num bom dia de trabalho, que pode durar até oito horas tentando fazer passageiros rirem. Apesar de ser um entusiasta do seu trabalho, Igor reconhece que há momentos duros na função. “Às vezes, se sente que as pessoas têm um certo preconceito. Algumas têm a ideia equivocada de que o artista de rua é um esmoler.


Eles não percebem que esmoler pede centavos, e um palhaço como eu, pede logo é cinco, dez reais”, brinca.
Essa percepção sobre o artista de ônibus, para Pareta Calderasch, nome artístico de Sérgio André Ribeiro, 29 anos, é gerada por falta de conhecimento. “Muitos acham que somos pessoas que não querem trabalhar, não compreendem que, na verdade, encontramos uma alternativa para sobreviver”, destaca o artista.


As dificuldades não param por aí. “Encontramos também pessoas mal humoradas, até algumas que não estão bem da cabeça e nem sempre eles aceitam nosso trabalho”, ressalta Zé da Mala, que já teve que sair de um ônibus, às pressas, porque um passageiro “invocou” com sua cara. Para Pareta Calderasch, outro problema é a necessidade de automotivação. “São muitas apresentações, e nem sempre você tem o ânimo de ser um personagem, aí tem que tirar forças de algum lugar. É difícil, mas acaba sendo um grande exercício”, salienta.


Missão de relaxar corações


O trabalho de Pareta Calderasch, apesar de sua maquiagem levar alguns passageiros a lhe confundir com um palhaço, não tem a risada como objetivo. Poeta, o que ele tenta é emocionar com a beleza das palavras. “Levando poesia viva para as pessoas, lhes aproximo da literatura, que é tão esquecida no país”, justifica.


Não é só Pareta que acredita está levando algo especial para seu público, ou seja, que além de ser para eles um ganha-pão, seu trabalho tem, sim, uma função social. “Eu acredito que faço os passageiros pensarem um pouco na situação em que vivemos, pois suscito sempre, através da poesia, questões políticas e problemas do nosso cotidiano”, argumenta o palhaço Sabiá.


O palhaço Caxambó também tem claro qual é o benefício que seu trabalho leva para os passageiros. Sua função social está descrita na missão do palhaço, que, segundo ele, é “relaxar corações”. “Imagina, numa segunda-feira: ressaca, voltar ao trabalho, engolir sapo do patrão, e aparece um cara assumindo o papel de perdedor para que essas pessoas possam rir dela”.


Alias, não são só os próprios artistas que veem uma função social em seu trabalho. Para o cobrador Edson Nunes, o benefício que eles levam para os ônibus é tão incontestável que deveria fazer parte de uma política governamental. “A prefeitura, ou o estado, deveria contratá-los para fazer a vida dos passageiros mais alegre” propõe. “A mim mesmo, eles ajudam muito, tiram a monotonia do meu trabalho”, acrescentou.


Outra prova que o trabalho dos artistas preenche uma carência do seu público está no fato de que muitos motoristas os convidam a subir no ônibus. Zé da Mala diz que já teve caso de um motorista ficar chateado com ele por, sem tempo para mais apresentações, ter negado um convite. “Uma vez”, conta Pareta, “ainda de maquiagem, estava tentando voltar para casa, mas foram tantos os pedidos para me apresentar mais uma vez, que, mesmo cansado, voltei ao ônibus”.