quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Abre-Rodas 07 de agosto de 2010

CAMPO GRANDE
*Por Caxambó


Cheguei no Campo Grande já estavam Sabiá e Santim fazendo uma pré-convocatória, estabelecendo relações educativas com as pessoas. Cheguei pronto e combinamos na hora, ali mesmo. Muito interessante experiência. Fiquei improvisnado com Santim, pandeiro e flauta. eu no pandeiro e ele na flauta. Muito boa a comunicação olho no olho de Santim, a sensibilidade e o tempo de resposta.  Bom jogar com ele, assim de primeira percebi a facilidade de jogar com ele.

Com Sabiá fizemos o clássico ping-pong de piolho. Alta energia. E juntos fizemos um número do boneco-brinquedo. Santim me passou na hora e fizemos os três.

foram altas interações com o ´público, Sabiá super dilatado, cheio de energia como sempre...
valeu galera,
agradeço, mais um Abre-Rodas aí na veia...

Abre - Rodas 08 de agosto de 2010

RODA PITUAÇU
*Por Caxambó

Manhã de dia dos pais. Sol aquecendo no fronte, lagoa no horizonte, paisagem linda. Corrida interrompendo trânsito. Todos atrasados, desde o público até nós mesmos. Fizemos parte neste dia eu, Ricota, Pernácio e Zoinha. Começamos com um exercício de "que legal"muito legal.  Foi um dia de experimentações, e re-experimentações. Sólo de Zoinha, a Limonada da Cia de Palhaço Orgânico (Ricota e Pernácio), Abelha-Abelhinha por Ricota e Caxambó, e alguns  repertórios meus de improvisação de rua que dentro de pouco tempo estarei juntando, costurando e fazendo um espetáculo sólo de rua.

Foi lindo dia dos pais para mim, principalmente porque meu filho participou, no colo da mãe do número abelha-abelhinha. 

Ao final da roda fizemos um concurso com pais, apenas dois pais candidataram-se. Zoinha trouxe um rosa feita artesanalmente com palha de licuri (é isso mermo Zoinha?). O público nomeou o melhor a responder um coro de uma música maluca tocada e cantada por Caxambó e Remendado (o seu violãozinho de plástico), e as Back-vocals, Zoinha, Ricota e Pernácio.

No final antes de premiar, obviamente o discurso sobre a competitividade e o palhaço que assume o lugar do perdedor para boicotar tal ordem. O suposto perdedor também é pai,e foi quem deu a Rosa para o suposto vencedor do concurso como um ato de amor e não de derrota.
todos se abraçaram
e nos apresentamos

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

MOVIMENTO ABRE RODAS -DIQUE DO TORÓRÓ E CAMPO GRANDE 01/08/10

* Por Santin Bufanda (Santiago Harris)

Amigos irmãos parceiros palhaços morando em Equador, França e Brasil:
Este texto é pra lhes contar minhas novidades e pra ser compartido com as pessoas que integram uma lista de e-mails de um movimento na cidade de Salvador chamado “movimento abre-rodas”. 

Gente da lista do movimento abre-rodas, este e-mail foi pensado originalmente pra compartir as minhas impressões com as pessoas de meu grupo de palhaços em Equador e França, mas achei boa idéia fazer um só comunicado e assim começamos nos conhecer e reconhecer. Aproveito pra agradecer as pessoas que me conhecem aqui pela boa energia e amor recebidos. Muito obrigado!
 
Aqui, no outro oceano, leste leste leste de latino-américa, a última semana de julho também termina com um domingo primeiro de agosto. No meio da cidade península de três milhões de habitantes, tem um lago. Três palhaços e uma palhaça se encontram. No meio do lago tem esculturas de deuses africanos.

Esta vez a chuva fez regar intentos musicais que faziam chover mais cada vez que floresciam. Pandeiro, flautas e casú chamaram a presença de três meninos moradores de perto do dique. A brincadeira foi criada: “!vamos fazer musica! Segura o ritmo, improvisa uma melodia, nada da certo, todo flui, tum tum tum tum tum tururum tum tum!, praa prrra prá prá prá prrrrrraaaaa! Hoje têm palhaço têm.. no dique de toroô no dique de tororôÔÔ! Tiriruuu tiriiii triruuuu tiriiiiiii” Um menino ao se depedir falou: “No proximo domingo trago meu cavaquinho e mais intrumentos e a gente faz musica”.

Enoke Sabiá diz que não teve apresentaçao ou roda de palhaços, mas a missão foi realizada, manter o encontro de palhaços e o intento de criar uma cultura de presença de palhaços todos os domingos no Dique e no Parque de Pituaçu. E na tarde  na praça de Campo Grande.

Marco Farrapa convidou almoçar na sua casa, passamos por casa de Danila Cochinha e caminhamos trocando idéias.
 
Saímos tocando e cantando quatro cidadãos aquecendo a atitude, a voz e o coração. Gostoso improviso nas ruas umedecidas até chegar em Campo Grande. Organizada, situada e chamado, números, clássicos de circo, improviso, risadas, besteiras, aplausos e chuva forte com noite às seis da tarde.

Agradecimentos, reflexões molhadas, crianças ainda ao redor, impressões diferentes. A mais dos vazios técnicos por ser encontros - apresentações que não são ensaiadas, a intensidade de conhecimentos compartilhados, criada ao longo do dia, parece-me uma muito boa fonte de aprendizagem, uma escola na que todos somos alunos e professores. Um espaço aberto para nos questionar, subverter a ordem estabelecida e nos movimentar por dentro. Aberto pra aquele que tenha curiosidade e coragem. E o que acho mais interessante é que é um espaço aberto para treino dos palhaços que querem aprender diretamente na rua.

Pra ir dormir tranqüilo e sem peso, vou soltar estas velhas perguntas minhas e outras que estão emergindo nas conversas entre a galera que ta chegando nestes dias maravilhosos, algumas respondem perguntando:

¿Tenho um palhaço ou sou um palhaço? 
¿Que faz um movimento ser um movimento? 
¿O palhaço é movimento? ¿
Como aprender a ser palhaço? 
¿Para que e para quem ser ou estar ou brincar ou criar um palhaço? 
¿Porque virou tão popular? 
¿Em que ideologias se sustentam tantos processos de “formação”, “iniciação”, “aprendizados” de palhaço ao redor do mundo? 
¿Ser profissional vem da palavra “professar”? 
¿Hoje profissional é aquele que diz o que faz e faz o que diz?
¿Quem é e quem não é palhaço profissional? 
¿Quantas realidades e verdades diversas existem na historia e no mundo do palhaço de hoje? 
¿Porque alguns palhaços dizem que outros palhaços não são palhaços? 
¿Porque clown e palhaço não são, mais sim são a mesma coisa? 
¿Porque e para que quero seguir sendo palhaço? 
¿Por que me incomodam algumas destas perguntas? 
¿Deveríamos saber as respostas de todas? 
¿Que é o que verdadeiramente estou procurando no mundo do palhaço? 
¿Por que me sentir questionado me aproxima a uma sensação de palhaço? 
¿Por que alguns procedimentos terapêuticos, especialmente os corporais, são tão parecidos a algumas metodologias de acesso ao palhaço? 
¿Por que e para que procurar no palhaço uma fonte de novas e ilimitadas possibilidades de ação e consciência? 
¿Será que posso alcançar uma “libertação” pessoal e social através da prática de palhaço? 

Acredito como possível que o palhaço e seus diversos caminhos possam ser uma opção poderosa e profunda de educação e evolução social libertaria!
Se alguém tem e quer dar uma resposta a alguma das perguntas lançadas, seria de muita ajuda pra mim (por minha pesquisa do mestrado) e para abrir rodas de conversa com outras pessoas que estão em “movimento”.
Gracias. Abraços y masagens na alma.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

MOVIMENTO ABRE RODAS - PARQUE DE PITUAÇU - 01/08/2010

* Por Ricota (Suzy)

Olá corações de palhaços,


Com imenso prazer que agradeço a abertura deste movimento abre rodas pra toda a comunidade claunesca.
Mais um abre rodas que participo e cresço com esta possibilidade de interação.


Participaram da roda, além de mim: Igor, Duda e Zé Diego.


Inicialmente chuvendo e nós na espreita de cessar a chuva e partir para praça. A chuva parou e deu nós na fita de Pituaçu. Apresentamos para um público pequeno, mas participativo, eu e Dudu fizemos a limonada e Zé Diego e Igor fizeram o número novo que eles estão criando... O público foi pequeno, mas participativo, o chapéu foi pequeno , mas significativo, uma pessoa deu uma nota de R$ 20,00 - comprovamos que o discusso inspirado do chapéu pode funcionar.


* Por Caxambó

Dia lindo, chuvoso e tudo o mais. Tempo nublado como sempre tem sido em Salvador esses tempos. No parque eu , Espeto (Zé Diego), Pernácio (Duda) e Ricota (Suzi) - Infelizmente não deu pra Didi Siriguela e Grokninho virem por conta da Chuva.

Enquanto esperávamos acabar o treinamento do bombeiro que estava acontecendo no Quisosque Central do Parque, percebemos que não tinha quase público nenhum por conta da chuva. Decidimos então colocar a roupa e fazer nossa função no Abre-Rodas. 

Conversamos que o Abre - Rodas tem uma função que vai além do se apresentar, mas de ser uma troca, um momento de pesquisa coletiva, de encontro, de amor , de encontro de corações de palhaços também. 


Decidimos fazer um ensaio aberto. A intenção é que iríamos trocar um com o outro, mostrando o que intencionamos apresentar e de repente as poucas pessoas que tinham por ali no parque (vendedores, alguns passeantes etc.) poderiam usufruir da graça do palhaço. Por outro lado não voltaríamos pra casa com o ar brochado de quem foi fazer palhaço e no final não fez...

Nos maqueiamos, já vestidos, começamos uma inquietação na merma hora dos bombeiros terminando um treinamento de primeiros socorros...já começamos a treinar um malabares, pandeirinho, falar alto...o bombeiro chefe - professor chamou-nos atenção e pediu silêncio. Foi engraçado, enguli.

Eles acabaram, começamos. Enquanto organizávamos as coisas os paspalhos parodiavam os primeiros socorros dados por uma palhaço e outro palhaço...que figuras!!!!


 Propus ali na hora e como bons paspalhos todos disseram sim. Fizemos na abertura um "que legal" a 4 narizes("Que Legal" é um exercício de palhaço que leva a uma improvisação livre no intuito de acessar um estado de consciência dilatada própria de uma palhaço). Foi muito forte e interessante. De repente começou a brotar mais alguns públicos, poucos mas significativos para promover o nosso ensaio aberto à condição de apresentação. 

O que legal gerou até pequenas cenas improvisadas e, principalmente, muita dilatação!!!! Dentro do "que legal," sentindo a coisa na intuição e no improviso  convoquei Espeto para começarmos nosso número que estamos construindo. Foi muito orgânica a ligação com o "Que Legal". 

Espeto tentando ensinar a Caxambó como se toca pandeiro e muita paspalhice surgindo na relação, inclusive uma briga paspalha com direito a golpes surreais. Um número que estamos construindo à base da improvisação diretamente jogada ao público, à vera, a fishe, na real, no risco. Surgiram muitas coisas novas, interessantes...

Depois veio a dupla Ricota e Pernácio , que compõem a Cia. de Palhaço Orgânico. Fizeram o número clássico "A Limonada". Muito interessante a desenvoltura de ambos. Percebe-se que estão indo pra rua, exercitando. Estão brincando no número, na relação com o público e melhor, recriando a estrutura clássica da Limonada, se apropriando.

Imediatamente contrariei o parceiro Espeto porque estava combinando de fazer outro número, mas senti que a hora do chapéu era naquele momento, antes que todos fossem. Já era hora de pedirmos o chapéu. Puxei Remendado(o pequeno violão de Caxambó) e mandei brasa com o Repente Final.


Canturia, discurso de Chapéu, quando olhei camaradas, uma amarelinha de 20 conto. A graça agradou alguém bastante!!!Poucas pessoas estavam ali, mas agradadas. É essa a missão do palhaço, é um agradar qualitativo. Estávamos nos divertindo entre nós e com isso com pouco público ou muito sempre será bom.


Ao final, sentamos ali mesmo e fomos tirando maquiagem e trocando idéias. Conversamos sobre a arte do palhaço e a sala e da necessidade da rua como objetivo de trabalho de nós palhaços. Houveram discussões aprofundadas com divergências, convergências, opiniões e escutamentos.

No final concluímos ligeiramente que a rua é realmente um ótimo exercício para qualificar o palhaço, porém todos concordamos que é também o lugar ideal para a arte na medida em que arriscamos mais na rua, e temos mais oportunidade de quebrar o espetáculo.


Foi discutido sobre esse termo :"espetáculo" e de como o palhaço tem uma missão política de assumir o lugar do espetáculo para romper com a lógica do espetáculo.  Foi citada a crítica à Sociedade do espetáculo de Guy Debord (Internacional Situacionista). 


A questão é que nós palhaços temos que ter muito cuidado com a sala. Uma sala é um espaço muito pequeno para o palhaço. Ensaiar na sala e levar a sala para a rua, mantendo um espetáculo sempre muito seguro, com interações muito programadas, quebra a possibilidade do não esperado. Isso mata uma parte extremamente importante na arte do palhaço.


Estar fragilizado diante do público, sem se preocupar com a fama, o nome. Fazer uma merda de vez em quando num processo criativo, isso é experimentar o verdadeiro estado do perdedor. Se acostumamos a sempre triunfar, o palhaço morre em nós, na medida em que a vaidade ganha força. Quando engulimos exercitamos a humildade.


Certa vez o Mestre Chacovaci disse que no começo da carreira nós experimentamos muitas situações ruins e que depois quando vamos ficando afiados experimentamos cada vez mais situações boas. Quando estamos experimentando situações somente boas devemos, como palhaços, procurar alguma situação ruim para aprender com ela.










 





sábado, 31 de julho de 2010

MOVIMENTO ABRE-RODAS/SE LIGUE

ABRINDO RODAS DE PALHAÇOS
ESPETÁCULOS
NÚMEROS
IMPROVISAÇÃO
RISOS
EMOÇÃO

DOMINGO 

de manhã - 10:00h  PARQUE DE PITUAÇU 
                  10:00 h  DIQUE DO TORÓRÓ
de tarde -   16:00h  CAMPO GRANDE

terça-feira, 27 de julho de 2010

SOBRE O MOVIMENTO ABRE RODAS


Mais que um movimento para única e exclusivamente abrir rodas de palhaços, é primeiramente, um movimento de encontro de palhaços. São dias e horários específicos onde sabemos/saberemos que naquele determinado local/dia/hora diversos palhaços se encontrarão, não apenas para executar a função através da apresentação de números em rodas, mas executar, antes de qualquer coisa, a função de nos encontrar para podemos transformar a nós mesmos.

Outro importantíssimo espaço que compete ao Abre Rodas são os encontros para as discussões e entendimentos sobre nossas filosofias enquanto artistas de rua; sobre a função do palhaço de transformação da alma e de sua missão que é estabelecer esta transformação nos locais que precisam de luz, de amor; sobre a função do bufão, e seu  lugar de total liberdade como um feto que nasce em nós antes do palhaço, ao qual nós palhaços, como seres em constante transgressão de nós mesmo, podemos vir a retornar, mas que como seres conscientes que somos, chegamos ao lugar do bufão com a consciência do palhaço/artista implicado socialmente nesta transformação das almas - e primeiramente a nossa própria.  



O Movimento Abre Rodas é um espaço de formação. Formação para a arte e sobre a filosofia que compete a essa arte. Hoje conta com a coordenação de Thiago Enoque Sabiá e Caxambó, mas é necessário que outros palhaços se comprometam com o intento de assumir as frentes que são criadas junto a este movimento. Um dos intuitos do Movimento Abre Rodas é justamente gerar essa formação, para que outros possam ir assumindo o lugar de coordenação das rodas e passando a experiência para os que chegam depois. A cada novo lugar que uma roda é aberta, precisamos de palhaços para assumir estes locais, independente de quem esteve ali inicialmente gerando o intento de abertura. precisamos de palhaços engajados na continuidade das funções.

Acerca da função que nos cabe, a da transformação das almas, e da nossa missão, que é estabelecer esta transformação onde se necessita de luz e amor, também é importante criar uma consciência sobre nosso lugar enquanto artistas de rua, fomentadores de uma nova cultura política-sócio- filosófica, que se volta para um movimento de emancipação dos moldes e padrões do sistema capitalista. Entendemos que não buscamos com o nosso fazer nos tornarmos "emergente", reformadores desse sistema neo-liberal- imperialista, Mas que através das nossas funções, devemos contornar o paradigma dominante entendendo que, assim como na mola propulsora do sistema há uma dedicação cotidiana à sua manutenção, nós, artistas e artistas de rua, devemos nos conscientizar de que precisamos nos dedicar cotidianamente à construção de estratégias de emancipação, de trabalho semanal, para assim, construir um sistema econômico-polí tico-cultural paralelo.

Temos que educar cotidianamente a sociedade na qual estamos inseridos em relação à existência da arte de rua, e fazê-los entender, que assim como é digno de nós estamos ali a trabalhar, é digno que as pessoas paguem pela graça recebida por eles através da nossa função. Temos que nos fortalecer enquanto irmãos, irmandade. SOMOS UM MOVIMENTO E ESTAMOS APRENDENDO COM ELE. Isto quer dizer, que como movimento, já se trata de algo que segue e cresce, e nesse crescimento aprendemos as estratégias para seguirmos e nos profissionalizarmos.

Como é um movimento inicial para todos nós, pensamos então de abrirmos nossas caixas de ferramenta para fortalecer nossas ações. Para um fazer artístico profissional e autosustentável é necessário o desenvolvimento de outras frentes de trabalho também. O movimento cresce, mas precisamos entender, como nós, mesmo que não seja como palhaços, podemos contribuir para isto, afim de fortalecermos- nos em sentido duplo: fortalecimento do movimento - o que implica em crescimento de espaço e frentes de trabalho para nós; e fortalecimento individual enquanto profissional, independentemente da área de atuação.

Nosso movimento para ganhar mais corpo, já não precisa única e exclusivamente de palhaços, mas, além de palhaços, precisamos de irmãos que possam estar registrando as ações (fotos e vídeos), fazendo cobertura de impressa e assessoria (construir textos para dispor à mídia), confeccionar cartazes (digitais para circular na net), construir blog e site... Enfim, começarmos e ver quais as competências que temos além de sermos palhaços e, nos propormos a contribuir com elas também - e somos diversos irmãos palhaços com múltiplas competências. 

Isso, se nós lançarmos a dizer onde podemos atuar, só beneficiará a nós mesmos. Entre nós, existem diversos artistas estavelmente inseridos no contexto artístico de nossa cidade, em outros tipos de atuações e que muitas vezes estão sem profissionais qualificados para certas funções por desconhecimento de tais profissionais. 

A nossa profissionalização e fortalecimento passa pela função social e educativa da nossa arte. Estamos concebendo que o palhaço é um grande Educador Social com um poder e um alcance incrível. O palhaço tem um poder incrível e uma possibilidade de função social enorme (vide Palhaços sem Fronteiras, Doutores da Alegria etc.). Considerando tantas possibilidades é que propomos nos mobilizar para fazer uma associação e efetivamente nos organizarmos em comunidade solidária, fortalecer os vínculos e não obedecermos às lógicas capitalistas que nos individualizam.

Queremos partir da classe palhaçal, porém temos que aceitar os artistas em geral. Considerando também que queremos inclusive aceitar a arte de viver com a natureza. Assim a nossa associação deve ser de arte e ecologia. Vivemos num planeta cheio de problemas, beirando ao colapso. A arte é uma ferramenta muito poderosa para ser resumida em mais uma tratamento de auto-ajuda ou de trampolim para vaidades pessoais, ou grupais. Devemos considerar que estamos pisando numa realidade e que nossa arte age e tem o poder de agir sobre essa realidade. Afinal não podemos esquecer que estamos com o Pé na Terra.

domingo, 25 de julho de 2010

Movimento Abre-rodas - 25/07

 RODA PITUAÇU

Por: Zédi (Espeto Zaratrusta)

O clima era de dúvida: Chove ou não chove? Será que tem gente? Quem será que vem? Quais números fazer?
As dúvidas vinham da cabeça de Zédi (Espeto Zaratrusta) enquanto esperava pelos seus companheiros. Nesse meio tempo uma trilha sonora deveras interessante se aproximou e se alocou no espaço onde as apresentações acontecem: Uma orquestra de berimbaus! Zédi ficou contemplando os ritmos e movimentos que o grupo realizava, quando Igor Santana (Caxambó) chegou para exercer sua função. Enquanto confabulavam sobre o roteiro, números etc., Zédi explicava que estava sem roupa, nariz e maquiagem, o que foi rapidamente contornado com auxílio de Caxambó. Um grupo de pessoas se aproximou de Igor dizendo que iria acontecer um grupo vivencial ali e desta forma alinhavaram como as duas ações poderiam ocorrer. Neste momento chegou para exercer a função nosso querido Duda (Pernácio). Com a chegada dele, foi iniciado o processo de maquiagem enquanto definiam-se os números a serem apresentados. Optou-se então por iniciar a roda com um número solo de Caxambó com os malabares, em seguida viria o jogo de improvisação Clownpoeira, depois um número que Espeto e Caxambó estão criando, abelha abelhinha com Espeto e Pernácio e por fim o salto final de Caxambó.
Quando a maquiagem foi terminada, os três foram convidados a dançar junto com grupo que desenvolvia a sua vivência. Os três paspalhos então já começaram a interagir com o público, esquentar seu corpo e sua presença. No final o grupo “passou o bastão” para os palhaços e então o Abre-rodas pode ter início.
Os números tiveram uma boa aceitação, de um bom público que esteve presente na roda, assim como Espeto, Caxambó e Pernácio estavam se divertindo e principalmente improvisando muito! Se tiver uma palavra que pode classificar este abre-rodas foi o improviso. Os números transcorreram de uma forma muito fluída, o público de fato comprou a idéia dos palhaços, e com isso muitas risadas puderam brotar. Por fim Caxambó cantou o seu repente e então passou o chapéu, digo, passou logo a sacola! Que veio recheada...
Mais uma missão desenvolvida com muito amor e carinho e com a convicção da importância da nossa missão/função de palhaços de rua. Domingo que vem tem mais...Encontro com vocês lá, ok?!



RODA DIQUE DO TORÓRÓ
Por: Thiago Enoque Sabiá
e no dique foi assim...
 est eu a caminho do Dique do Tororó, como, várias armas de Jorge. pandeiro, flauta, chocalho, malabres, e muito intento.
no caminho lindo que seguia até o Dique, passava revesando os instrumentos para tocar. hora com a flauta, ora o pandeiro.
por onde passava, as pessoas já a observar-me, com minha roupa de "palhaço-cidadã o", malabares e brinquedo na mão. e a todos eu dizia, a alguns gritava: é lá no dique, se cheguem, muita diversão, amor e luz!!! se cheguem!!!
 
de longe, tocando, cantando, dando bom dia, avistei meus irmãos Santim Bufanda e Farrapo, já semi-prontos a ponto de iniciar a função. chegue tocando pandeiro, e eles no deque do dique. parei pouco antes deles para abraçar uma árvore, e segui a ao encontro deles.
 
de pandeiro na mão, começamos a ensaiar, nos três a música "o boa noite pra quem é de boa noite, o bom dia pra quem é de bom dia..." e tb, "adeus adeus, olha boa viagem, mas acabamos de chegar, olha boa viagem.." um esquente. tudo isso, sem ainda nos comprimentarmos, só nos olhamos e seguimos no improviso.
 
depois, paramos, nos cumprimentamos, segui me maqueando enquanto combinávamos.
 
"vamos fazer o cortejo, arrastar o povo daqui até a árvore grande ao lado do play e lá organizar a roda"  okokok
 
muito energia e música, comunicando, arrastando gente conosco.
 
no ponto marcado, já havia diversas pessoas a nos esperar, daí, fomos organizando, gente pra k gente pra lá, sente aqui, abra dalí, e papapa...e papapa...
 
seguimos com uma abertura que já fizemos outra vez.
nós, palhaços, tocando e cantando damos continuidade com alguma música, daí, durante a cantoria um Farrapo dispiroca, destrambelha, alopra e eu e Santin paramos, gritamos com o maluco, estabelecemos novamente o ritmo e voltamos a tocar e cantar. isso se repete + 3 vezes, na 3ª eu e Santim que estavamos tentando dar uma ordem à coisa, pegamos o imbécil do Farrapo dispirocado pelos braços, enquanto isso o doido continuando, daí, nós enchemos a boca de água, comunicamos ao público e cospimos água no mocorongo maluco do Farrapo.
o povo adora ver alguem se desgraçando!! ! hehehe
nesse momento em que todos sorriem do Farrapo e nós dando aquele gás no público, o Farrapo começa a chorar é quando de súbito eu e Santim olhamos para o público e pedimos aplausos para o Farrapo, que daí, para de chorar e começa a rir.
foi muito bom!!!
 
aproveitamos o momento da nossa chegada com música para falar do nosso movimento e largar um pouco da nossa filosofia palhaçal, dizendo da arte de rua e anunciando que será um espetáculo de chapéu.
 
no fim da primeira farsa feita por nós, a relatada acima, mais um tempinho para falar sobre nossa funçaõ ao público enquanto Santim e Farrapo se arrumavam para o Abelha-Abelhinha! !
muito bom!!! me diverti muito.
 
o idiota do Farrapo fazendo o branco, os dois confusos do número, foi uma merda divertidamente engraçada!!! kkk ri pra carambo!!!
 
de tudo rolou, foi muita diversão e aprendizado! 
o grande final ficou por conta da convidada da platéia, que vendo que Farrapo e Santin não se acertavem, ela por conta própria, encheu a boca de água e quando Santim chegou até ela de abelha rainha, ela largou água na cara de Santim!!! hehehe
foi o máximo!!! ninguém disse nada a ela, mas já estava sabendo que teria que se protejer e se adiantou!!! rsrsrs
 
logo em seguida, entrei procurando o velho Pafuncio de guerra, o piolho acrobata!!!
cadê? cadê? cadê? quem viu? quem viu? alguém viu aí?
e o povo: o que? o que?
Pafuncio!!!
os que já viram outra vez já estavam se divertindo. daí foi só alegria.
Santim fazendo sons com instrumentos e eu improvisando na rotina dos 3 saltos do pafuncio. 
muito bom!!!
no fim, Pafuncio pulou dentro da minha gorra e já emendamos com o chapéu!!!
 
foi demais!!
 
um dia formidável! 
 
ao fim da roda, andamos um pouco pelo Dique, para espreitar.
iriamos fazer outra roda, após conversarmos e identificarmos  os pontos fracos da função.
o tempo passou, brincamos de corda. crianças e adultos chegaram, mas o fluxo do Dique havia  caido pois era hora do almoço.
 
 
RODA CAMPO GRANDE

dado momento, Santim e eu decidimos ir para a Praça do Campo Grande para fazer uma roda conforme haviamos conversado.
 
Uauauauuuu
foi demais.
 
chegamos, tocamos, passamos pelas pessoas da praça, comunicamos a todos, chamamos o foco para nós. anunciamos que estávamos ali. as pessoas estavam sabendo. e nos observavam. optamos por fazer um pré-convocatória calma e tranquila, administrando o tempo.
tocamos, dançamos, cantamos, jagamos malabares e devagar as pessoas se aproximavam. primeiro, as crianças claro. essas, já escalávamos como ajudantes de roda, conversamos dizendo que iriamos fazer uma apresentação de palhaços e se elas queriam ver. todas disseram sim, daí, falamos para que nos ajudassem a organizar a roda. gente pra lá, gente pra k.
5 minutos!!! e não anunciamos mais que 3 vezes. a roda foi enorme!!! e enquanto isso, brincávamos, improvisamos com músicas e danças e brincadeiras e enfim ensinando e estimulando o público a bater paumas e a participar conosco!!!
vimos que esta formado e que já estavamos começando sem nariz...! ops é mesmo, até agora estavamos sem nariz!!! hehehe
paramos, pedimos para o publico que na hora que virassemos de nariz, que dessem muito aplauso gritos e tudo mais... e foi demais!!! viramos, aplausos e gritos e começamos, ou melhor, demos continuidade à funçao. esta se desenrolou numa estrutura semelhante a que fizemos no dique pela manhã. a que está narrada acima. porém, não teve o momento final com pafuncio. depois da abelha-abelhinha passamos o chapéu. iriamos continuar. conversamos de passar o chapéu 2 vezes. iriamos fazer um outro número que já fazemos a um tempo, que é o do boneco, mas percebemos que estavamos sem voz e preferimos agradecer a quem estava nos esperando continuar.
 
foi isso!!!
 
mais um dia de domingo do abre rodas!!!
 
LEMBRANDO!!!
SABADO QUE VEM, AS 15H30, NA PRAÇA DO CAMPO GRANDE!!!
VAMOS FAZER LÁ SÁBADOS E DOMINGOS!!!!